domingo, 2 de dezembro de 2007

Deixem-me trabalhar...

A vida profissional de um jovem em início de carreira é sempre uma fase muito complicada, onde se têm de tomar as decisões mais complicadas pois estas vão afectar o rumo que a vida vai levar no futuro. Os diversos obstáculos profissionais que se atravessam nos nossos caminhos são sempre um rude golpe, que nos fazem de vez em quando "deitar a toalha ao chão". Não nos identificarmos com a cultura organizacional da empresa ou com a equipa podem ser factores decisivos para um retrocesso. O que realmente é importante é que um jovem exerça funções com quais se identifique, sendo que devem lhe ser fornecidas todas as condições para que ascender a sua carreira, mas também ajude a empresa a atingir os seus objectivos estratégicos. Uma boa empresa, bem estruturada, com processos e procedimentos bem definidos e uma equipa que se entreajude ( e que não mande abaixo, só por considerar que o jovem colaborador tem de sofrer primeiramente algumas consequências e de ser "maltratado") podem tornar-se como incentivos para a produtividade...conceito este muito em voga nos nossos dias e neste nosso país.
Mas será que as altas entidades de uma empresa já pararam para pensar nas relações humanas como forma de aumento da produtividade??!!?! A minha resposta a esta questão tão simplesmente...NÃO! A necessidade única e desmesurada para maximizar o lucro a qualquer custo é tão obsessiva que transforma as pessoas e em última instância as empresas (porque as pessoas fazem a empresa e não o contrário...) em "máquinas de guerra" com um único propósito.
As altas entidades hierárquicas exigem profissionalismo, dedicação, espírito de equipa, respeito, competitividade, proactividade e "ganas", mas o que se verifica é que elas próprias quando chegam à cadeira do poder mudam totalmente o seu discurso, a sua postura perante aqueles que foram e são os seus colegas de trabalho.
Realmente com esta mentalidade este país não sairá da "cepa torta"...

2 comentários:

Helder Gomes Silva disse...

Infelismente nem todas as pessoas servem para comardar os outros. Não vêm que mandar não é mais fácil, pelo contrário. Tem muita responsabilidade. Mas as pessoas querem os cargos como modo de poder pisar nos outros e não como um cargo de mais responsabilidade. Ainda não existe neste país noção que quanto mais se sobe, maior a responsabilidade. Só se pensa que ganhamos mais e fazemos menos. E isso vê-se em grandes empresas. Coragem amigo e não te esqueças disto quando chegares a um ponto superior ao teu inicio de carreira.

P.M. disse...

Concordo totalmente contigo, meu caro amigo H.G.d.S! A vontade em pisar aqueles que estão subordinados é neste país, uma situação vulgar e extremamente comum. Quem lidera, quem gere recursos humanos tem de ter em consideração o respeito e educação pelo Homem e não considerá-lo como uma ferramenta para atingir quaisquer fins.
Espero que quando eu e tu chegarmos a esse patamar...tenhamos a noção de liderança bem assente